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Morena

Morena

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tua armadura dura

Dedos incessantes por sabor, não me encontrou? Para que sustentar uma calúnia?
E confundir tudo a sua volta com esse ardor? Dedilha mentira ou talvez seja verdade
És assim... Todo inconstante e ousado. Pode até não parecer, mas até quis mais
Vira a esquerda, trás para frente, engata desconfiado e insolente
Revira do avesso, pega meu revesso, retira do meu corpo suor e calafrios
Sublima em arrepios.

E se não consigo penetrar na tua armadura, passo quente e queimo tudo antes do fim.
Pesado é para mim pezar que fostes assim. Não tema meus medos. Não tenho preconceitos
Enalteça só minhas veias, elas rezam por ti, elas exaltam tua costa, tua armadura dura
Que não me deixou passar.

E se não consigo falar ou pegar tudo que mereço, passo ligeiro e vaporizo tudo antes do fim.
Toque meu lábios e talvez ainda não me deseje. Desejar pouco te sustentou.
E mesmo sabendo do começo quis tentar até o final, e ele acabou nesse endereço
Entre sons vazios.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não me deixes Pai!

Ele era um menino de apenas dez anos. O que ele sabia sobre a vida? Possivelmente nada ou não muito mais que uma pessoa que tivesse nascido um dia antes. Porém ele vivia com sua irmã, já não tinha mais mãe, avós ou avôs, e restava-lhe ainda o pai. Este, por sua vez, não parava em casa, porque tinha que trabalhar em dois turnos, não que o ‘pai’ se importasse com isso. Não, não se importava. Comprar os remédios do seu filho paralítico não lhe exigia nenhum sacrifício. Sua irmã, também, levava uma vida agitada entre a vida estudantil, domestica e alguns trabalhos eventuais, e o menino vendo tudo aquilo, vendo sua família tão comprometida com a vida, e ele em uma cadeira de rodas sem poder fazer muita coisa, fazia ele voar alto em seus sonhos.

O menino deseja ser um príncipe, pois achava esnobe se intitular rei, mas um príncipe poderia ter um castelo e uma mesa farta para confortar seus entes queridos. Um príncipe é nobre e forte, entretanto aventurei e amável. Sendo um príncipe, o menino poderia dar tudo o que sua família quisesse, ele não seria ‘deficiente’, pois príncipes não o são! Mas como bom menino ele sempre se oferecia a ajudar sua irmã em casa, mesmo que ela negasse sua ajuda. Ele pilotava até a pia e lavava uma louça quando não estivessem olhando ou cobria sua mana com um cobertor quando ela tivesse desmaiado de tanto cansaço. Ele era bom, principalmente, de coração. Sua ‘deficiência’ era ínfima tamanho o seu coração.

Mas a vida levará embora em um dia qualquer, desses nublados, que ninguém percebe, alguém muito especial. Ele desenhava um dos seus contos, enquanto seu pai já não suportava mais a dor. O pai já se encontrava doente há algum tempo, porém com as suas limitações não pôde se cuidar. O pai achava que ia se curar. Momentos antes de sua partida ele ouvirá o menino dizer: “pai, não me deixes... Ainda não te mostrei meu conto” e o pai respondeu: “verei do céu”.

Na rua, sua irmã o levava ao medico, quando ele parou em frente a uma banca de revista e disse: “eu gosto dessa revista! Podemos levar?” sua mana, constrangida e com o coração apertado disse apenas: “não” e ele devolveu a revista ao vendedor, dizendo: “um dia faço uma dessas pro papai ver lá do céu, de lá é mais bonito”. É verdade, um menino assim não sabe muito sobre a vida, porque esta se tornou abominável, sórdida a cada dia, a cada violência, e desumanidade. Pessoas assim não sabem nada sobre a vida!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fica preso na minha Língua.

Os momentos destroem e revigoram. Alguns desejei não ir embora.
Por mais tarde que fosse, quis essa demora.
Permeti alguns surtos entre nós dois. Mas tudo se foi.
Tentei não querer tanto um abraço teu. Teus braços em volto do meu.
Queria te sufocar por mais um minuto tênue, não, mas que mentira!
Queria esbravejar por que não me agarraraste. Não me levaste contigo!
Queria que ainda que mentirosos os teus olhares, fossem verdade.
Queria sentir teu cheiro, por mais distante que estivesse de mim.
Mas tudo se foi...
Aquele momento entre a imensidão e todas as palavras passam a nossa frente.
E calam-se os fracos, talvez, convinientes!
Os segundos fugiram apressados. Fugiram impacientemente.
E tudo aquilo que quis por para fora, ficou preso aqui
No escuro, foi apenas um murmuro!
Entre nós dois petreficou só a memória... E tudo se foi.
Tudo que quis te dizer apagou-se no sereno da aurora,
Escorregou na enseada do mar,
Dançou para outros compasos dançar...
Fica preso na minha língua: o amor que quis te dar, porque falar não poderia ser dito
Não haveria palavras!
Fica preso na minha língua: o segundo que quis te dar, todos virando horas, dias, meses, anos
Até quando o tempo achar.
Fica preso na minha língua: o teu doce sabor, que um dia se apagará!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Foste apenas mais uma criança que apareceu em minha vida, precisando trocar as fraldas.

Sabe quando você é o tipo da pessoa que por mais sacaneada que seja não diz o tipo de coisa: “não quero mais saber de ninguém! Vou aprontar! Liberar geral!”. Não? Você é exatamente o tipo de pessoa que diz isso? Tudo bem, porém eu não sou assim. E ontem à noite levei um tapa no meu rosto sem que os dedos da mão alheia encostassem nele. E ainda assim me sinto motivada a não sacanear, aprontar geral ou ‘liberar geral’! Mas, dessa vez, como das outras vezes, o “man” conseguiu me fazer acreditar em sua conduta, comportamento, palavras (...)

Na faculdade já havia percebido seus olhares, porém tudo mundo se olha em algum lugar! Depois de algum tempo os olhares se tornarem insistentes e aquilo, realmente, me chamou a atenção. Decidi, então, retribuir com outro lance de olhares. Olhadinha ali, charminho aqui e pingo! Uma noite ele veio até mim e se apresentou – pensei comigo mesma: “nossa! Isso sim é atitude” – passamos a conversar, nos adicionamos nas redes sociais virtuais, e naturalmente ficamos. No começo achei que ele estava, verdadeiramente, interessado por vários motivos, entretanto o maior deles foi quando eu deixei claro que não queria mais ficar por que não queria me magoar e o “man” disse para continuarmos, para tentarmos (...)

Nesse meio tempo dei meu voto de confiança, mas aqueles benditos sinais começaram a surgir: ZONA DE PERIGO! São sinais de que apenas você está compartilhando sentimentos e de que o “man” só está ‘curtindo com a sua cara’. Olha só como sou ingênua: tentei segurar a mão dele uma vez na faculdade e ele a puxou imediatamente – ZONA DE PERIGO – liguei em um final de semana e me disse estar doente, prontamente, me ofereci a ir a sua casa para cuidar e lhe dar atenção. Disse que não precisava, que sua casa era longe – ZONA DE PERIGO – e na faculdade nossos amigos começaram a encarnar, falando quando nos beijaríamos em público e o “man” ficava calado – ZONA DE PERIGO – enfim, fui levando até que o intimei a ter uma conversa para esclarecer as coisas e ele? Nada! – ZONA DE PERIGO – qual é sua tolinha? Não percebeu que ai tem?

Paramos de ficar, deixei algum tempo passar, aguardei alguma atitude dele, até que pensei com os meus botões: “será que não deveria EU fazer algo? Dar um abraço apertado nele e deixar essas besteiras e comentários alheios de lado, porque afinal de contas estava com saudades dele. Estava com saudade do seu cheiro, do jeito que falava, ainda mais quando me chamava de ‘cara’ e eu o encarnava, estava com saudade, principalmente, dos seus braços, dos seus abraços”. Então ta! Voltei a ligar, chamava no MSN, e ontem à noite iria roubar um beijo, queria dar uma de menina doida e surpreende-lo, porém quem foi surpreendida fui eu! Ouvi a amiga dele dizer: “ei, sossega que o teu lance é com a _______”. Traduzindo sua burrinha: ele já está ficado com outra sabe Deus desde quando, e aquele papo de vamos tentar, quero continuar com você foi só mais um clichê dos “mans” que necessitam fazer alguém de otário. Foste apenas mais uma criança que apareceu em minha vida, precisando trocar as fraldas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um sonho de Liberdade.

Um sonho de liberdade é um filme, então, caso ainda não tenha visto eu o recomendo a você, porém não por ser apenas um excelente filme, mas por que exite ali uma das melhores mensagens que vi! A história escrita por Stephen King se passa quase toda em uma cadeia e conta a experiência do bancário Andy Dufresne neste lugar, onde faz uma grande amizade com Ellis Boyd Redding. Em muitos momentos da trama pensei que Andy fosse desistir (não vou antecipar os motivos, pois espero que você ainda veja o filme e se surpreenda) e que fosse se contentar com a sua realidade, dura, difícil quase impossível de suportar! Porém, ele demonstrou que a esperança é um dos melhores e mais forte sentimos que devemos preservar... Às vezes na vida você não tem muito com o que se agarrar; nem amor, nem família. Tudo o que você tem ou tinha some bem a frente dos seus olhos... Pode ser que seja um emprego, um ente querido ou até um namorado/a e isso pode até parecer pouco diante de tanta desgraça que existe, mas ninguém deseja, aqui, minimizar seus sofrimentos.

Todos os dias acordamos e nos deparamos (caso você também assista o jornal matinal ou leia as notícias logo pela manhã) com depoimentos de mães, pais que perderam filhos e suas casas em inundações, em acidentes e assim segue a lista, e vemos a maneira com que eles choram e às vezes nem isso, porque não existem palavras que preencham suas bocas tamanha a dor que sentem, porém, quase sempre, no final do depoimento eles dizem:
"Vou reconstruir tudo. Só quero justiça. Vou lutar mais uma vez, etc."

E você ainda pensa em desistir dos seus sonhos? Sabe, em alguns momentos também penso... Mas não deve existir nada maior que eu mesma que me faça desistir. É certo que algumas coisas são complicadas demais, mas sempre há coisas pelas quais você realmente pode e deve lutar por mais árduo que seja o caminho... Pode ser que seus planos não sejam iguais aos meus, entretanto quero fortificar a mensagem de "um sonho de liberdade", lute! Lute pela sua liberdade, seja ela qual for. Seja sua independência financeira, emocional, química, física, psicológica! Lute e de você também o se grito de liberdade, pois no final valerá e muito a pena!

sábado, 18 de setembro de 2010

Em pensar que dessa vez seria você.

Por que é errado entregar seus sentimetos logo de cara?

Essa é apenas eu tentando demostrar parte de mim...

Por que deveria fazer charme e fazer crescer qualquer outro tipo de sofrimento?

Se estou apenas tentanto te fazer carinho e mostrar outro caminho...

Não é irritação. Não é agitação. É minha ansia e isso não é errado.

Se te desejei e demonstrei essa parte,

Que te quis abraçar,

Que te quis beijar,

Que quis passar uns miséros segundos,

Que quis sufucar essa vontade,

Que quis um sussuro teu,

Que quis apenas de ver dormir,

pois isso parecia mais que toda a verdade presente aqui...

Por que é errado amar e mostrar que paixão é bom?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quem quer um sapo príncipe encantado?

Oi, você não é uma pessoa que quer o melhor para si? Faz planos e sonha? Então, se você é mulher deve estar esperando pelo príncipe encantado; caso seja homem pela gata rosto de anjo corpo de mulher morango! Calma, estou, justamente, me referindo ao campo sentimental, quando ambos os sexos ficam cogitando com que tipo de pessoa gostaria de se relacionar... Ou vai dizer que você não tem um bio-tipo a ser requisitado!? Nenhum mesmo!?

Nunca aconteceu uma situação em que você deixou de dar uma oportunidade a alguém só por que ela/e não era tão alto/a, magra/o, sarada/o, loira/o... Não tinha carro ou emprego fixo? Bem, isso é normal! Todos querem o melhor para sim, porém aquele/a sapo/a poderia ter sido o melhor para você. Não digo "sapo" no sentido de ser alguém realmente feio, vesgo, com o nariz grande e torto - embora essas pessoas também mereçam amar e serem amadas tanto quanto qualquer individuo - me refiro a alguém legal, interessante, inteligente e por que não bonito? Mas de um jeito diferente.

Às vezes estamos tão bitolados em um pensamento, desejo ou critério que nem cogitamos outras possibilidades. Pode ser que apareça alguém que realmente goste de você, exatamente, do jeito que és. Senhor/ra perfeição é você? Igualmente magro/a, sarado/a, com olhos claros, não? Ah! Mas alguém te olhou, mesmo com barriguinha ou qualquer outro defeito... Te aceitou e amou qualidades e defeitos. Sua forma de agir, comer, pensar e amar ou sua bagunça, solidão, imperfeição, porém nada disso serviu. Tudo bem, perfeitamente, normal! Você apenas não se apaixonou por esta pessoa. Não sentiu química, não é isso? Não? Já chegou até nos finalmente e gostou!? Mesmo assim este "sapinho/a" não lhe agrada, né? São os seus critérios: "tenho que ter alguém com um carrão"; "Ai! Eu quero um bofe alto e sarado"; "Mas aquela loira vai ser minha"; "Quero alguém que toque em uma banda e seja gatão", não são? Pode ser, então, que eu não tenha citado alguns, mas observem bem... Não quis dizer que pessoas bonitas, ricas, interessantes não sejam inteligentes, humildes, de ética e respeito, e que sejam excelentes pessoas. Lógico que são também, porém se alguém assim não te quis foi por que você foi o sapo dela/e e esta pessoa esteja, igualmente, bitolada como você! Ou seja, não existe ser melhor ou pior. Não existe isso de "eu poderia ter feito diferente"; "Poderia ter sido melhor, agido assim ou deste modo". Não existe isso! Você é perfeito, exatamente, assim... E alguém vai querer te ter por completo e gostar na integra dos seus erros e acertos. Só que talvez seja um sapo... Então vais ter que esperar o príncipe/princesa aparecer para você poder amar e dividir o seu tempo. Espero, então, que seja em breve... Boa sorte!

domingo, 16 de maio de 2010

As mais Diversas inquientações


Um Texto diferente: poesia livre...

Andei me perguntando se todas as vidas nascem para serem felizes
Se cada boca faminta cresceu para ser alimentada
Se cada batida de coração de um filho teu bateu para ser escutado
Pode ser um devaneio meu ou desentendimento seu
O porquê de tantas perguntas
Se no progresso do dia todos viam vida... Alguém via verdade
Abasteço-me em nutrir talvez uma ilusão
Porém, não esqueço, contudo, da realidade...

Andei me perguntado se todos os membros dos nossos corpos foram feitos para serem usados
Se o gesto de uma mão ao dedilhar um violão não quer falar uma história inteira
Uma, talvez duas, fábulas para ninar uma roda inteira de uma tremenda agitação
Pode ser um egoísmo meu ou egocentrismo seu
O porquê de tanta imaginação...

Andei me perguntando se cada alma nasceu para ser banhada de sentimentos altruísticos
Se os lábios arqueados foram feitos para proferirem lindos sorrisos
E que se os olhos choram as lágrimas são as culpadas
De não existir uma palavra, nesse mundo, que explique, o que os meus dedos querem escrever
Sim eu sei, não é só meu, nem só seu: as mais diversas inquietações

Quando essa mão quer alcançar e o ar afaga
Quando esse braço quer abraçar e o nada acaba
Quando esses olhos querem ver e a brasa apaga
Quando estas pernas querem fugir e o chão deságua
Não seja perpétuo esse seu dilema, pois perene é o meu!

Só que andei me perguntando se cada vida nasceu para ser amada...
Pode ser ansiedade minha ou uma causalidade sua
Você não entender o meu “eu”
Bem pensando quem pensou que as nuvens são macias para carregarem os dissabores meus...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nenhum ser humano é Lixo para ser Descartável!

Entre um dia e outro ou quando a chuva deságua no chão, penso. O que é, naturalmente, objetivo e corriqueiro. Tenho a oportunidade de pensar sobre o que fazer da minha vida e concluo que sou praticamente dona dos meus passos. Entretanto, o mesmo não acontece quando se está envolvido sentimentos alheios a minha vontade, relativamente, falando. Na verdade, a princípio, algumas das nossas atitudes são determinadas por fatores exclusos ao nosso desejo, mas o que quero pontuar é: se alguém sabe que você agirá de determinada forma e o faz; pode fazê-lo para o bem de ambos, para o nosso – o que é muito difícil – ou pra si próprio – que é mais natural. E tudo bem? Essa é uma pergunta a qual terá inúmeras respostas.

Atualmente, as pessoas estão mais racionais e egoístas, resultado este de um mundo cheio de limitações. E hoje é, extremamente, normal alguém se utilizar de uma vantagem para “manipular” alguém. É notável a lei que prevalece, a lei dos mais fortes e em certa medida concordo, porém a finalidade almejada no mais das vezes é mesquinha e fria. Isso ocorre de tantas formas. Alguns exemplos:

- Minha senhora – político candidato a eleição falando – dou a minha palavra de honra que se a senhora votar em mim seus filhos não passaram mais necessidade – ele, então, passa a mão na cabeça de um dos filhos de Maria e lhe beija a face, logo em seguida.

Meses depois ele consegue a candidatura e os filhos de Maria continuam passando pelas mesmas privações de antes. Ela chora ao ver que seus filhos não comem há três dias e a única força que lhe resta é a de orar. Como pedir sabedoria de uma mãe desesperada? Como criticá-la por não ter percebido que o político a enganava? A ignorância dela é a fé de acreditar que o bem virá da boca dos que dizem alimentar a sua linhagem! Então, seria ela mais burra que um candidato que teve instrução e estudo para cumprir com suas ofertas? Ele é o que denominamos de “esperto” e isso passou a ser “rotineiro”. A meu ver, as noticias de corrupção/ traição na TV não espantam mais, pelo menos como antes, aos que assistem. Maria só foi mais uma peça descartável!

- Patrícia eu juro – um rapaz falando a sua amante – vou deixar dela para ficar com você em pouco tempo. Eu juro, espere mais um pouco e assim me dê a prova do seu amor por mim – neste instante, eles concluem a noite de amor indo para cama.
Ela esperou durante um ano e nada aconteceu, nada do que Patrícia ouviu com tanta esperança. Ela realmente o amava e por isso se submeteu a condição de amante. Um amor que fora alimentado durante dias, meses a fio. A dor não foi menor quando patrícia decidiu terminar o romance. O fez por não agüentar amar em silêncio, pois ainda o amava quando deu a cartada final. Ele, por vez, apenas se contentou e continuou com a sua esposa, sem se importar com os sentimentos da “outra”. Patrícia foi tola? Estúpida? Idiota? É; a maioria diria isso. Eu mesma diria, porém se existe algo que aprendi é que a visão de algo, até então obscura, nunca é nítida ou tão nítida quando você mesmo passa a olhar com os seus olhos. Patrícia só foi mais uma peça descartável!

Sabe, não quero ser banal ao ponto de dizer: amem sem esperar nada em troca, embora a denotação de amor implique isso; quero dizer que ter boas intenções e cumprir com o prometido é realmente genial, pois hoje, a visão de caráter, honestidade, de certo e errado está totalmente deturpada.

NÃO USE ALGUÉM A COMPARANDO COM UM LIXO, POIS VOCÊ PODE SE TORNAR O LIXO DE ALGUÉM!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma bola de neve!

Uma vez me perguntaram se eu nunca havia sido assaltada, respondi que não, mas isso já faz um tempinho! Aí, a pessoa que me fez essa pergunta disse:

- Te acalma que um dia a tua hora vai chegar – então eu pensei:

“Vai rogar praga para outro! Eu heim!”.

Acontece que esse alguém não estava me rogando praga ou algo parecido. Apenas estava constatando um fato. Atualmente, o índice de criminalidade é tão alto que temos que apelar para todos os santos para voltarmos vivos para casa. Exageros a parte? Que nada! Estou sendo verdadeira e concreta, porque exemplos não me faltam!

Tenho um amigo que não morreu por pouco e isso só por que ele reconheceu um dos assaltantes. Ralado – o apelido dele é este – dirigia “tranquilamente” pelas ruas de Belém, quando foi abordado por um grupo de bandidos. Eles, armados, entraram em seu veículo e rapidamente “começaram a limpeza”. Porém, o espertinho do Ralado foi cair na besteira de dizer para um dos “colegas” que o conhecia de tal lugar. A partir daí vocês já sabem. O tal colega meteu uma bala em sua coxa, próxima a uma veia vital. Por pouco ele não se tornou mais uma vitima trágica da covardia e brutalidade que ronda nossa cidade.

O meu caso não foi “tão” grave assim! Eu apenas fui assaltada duas vezes em menos de uma semana. Apenas isso (...) Como aconteceu ou o que me levaram nem cabe comentar, já que chorar o leite derramado não ajuda em nada. Ficar se remoendo e alimentando sentimento de ódio chega a ser prejudicial apenas para quem foi paciente do delito, pois esses “infratores” não alimentam outro sentimento que não o da REVOLTA. Eles pouco se importam se vão nos matar ou não, se estão nos humilhando ou não, se aquele dinheiro que temos na bolsa é o único que nos resta para voltar para casa. Exageros a parte? Que nada! Daqui a pouco vamos ter que pedir autorização para sair na rua.

Não existe mais HORA SEGURA, LUGAR SEGURO; o perigo nos ronda a qualquer hora e em qualquer lugar. E a policia? Onde está ou estava quando se precisa/precisava dela? A verdade, é que não podemos contar além da capacidade de sua inércia e com muita boa vontade para fazer um b.o! E aguardar que o colega bandido se livre dos seus documentos para que VOCÊ – bom cidadão – não perca um dia inteiro sentado com a sua bunda em uma policia civil ou no lugar onde terá que tirar a sua segunda via daquilo que te pertencia. Já que de célere os órgãos públicos não tem nada!

Então, quem está errado? O governo que não investe em segurança (já que está ocupado de mais desviando verba), o colega bandido que não cria vergonha na cara para procurar um sustento digno (mas aí começa a ladainha que ele não teve oportunidade) ou nós? Que confiamos em um dia melhor? Isso tudo é uma bola de neve, todo esse ciclo vicioso (...)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Amor Natural



A única coisa que desejo com esse meu próximo texto é a vontade de divulgar. Divulgar a inexatidão que o amor pode provocar, mas não esse amor bandido ou interino que anda por ai, que em verdade nem é amor (...) É só a vontade que as pessoas têm de dizer que amam e isso tudo só da boca para fora. Porém não as julgo, porque para muitos o amor ainda é pouco mesmo que venha em doses garrafais!

Apenas desejo simplificar o meu amor. Aquele que é bom e sincero. Meu amor de irmã. Neste momento não me refiro as minhas outras irmãs (três que mal tenho contato e uma que dorme ao meu lado), minha seta vai ao que mais se parece comigo, Lucas. O menino homem que já sabe que lágrimas podem ser de alegria ou de tristeza e que fica preocupado toda vez que vê uma – mesmo que tímida – dançando pelo meu rosto. Esse menino homem que não há muito tempo eu conseguia carregar no colo e agora é ele quem me carrega (não completamente, mas quase!), que quer saber a que horas eu vou chegar em casa, que trás o café da manhã para mim na cama e que o objetivo de vida não parece ser outro que não o de me infernizar a vida, fazendo cócegas e tudo que sua imaginação permitir!

Em muitos momentos eu sinto remorso, pois não soube ser uma irmã mais afetuosa quando Lucas ainda era um bebê. Recordo que uma vez, tentando fazê-lo dormir, dei uma “travesseiradinha” nele (devo ir pro inferno) e em menos de um segundo ele se calou, engoliu os lábios e as demais lagrimas escorreram por naturalidade! Ou quando ele me pedia para ensiná-lo a desenhar e eu não tinha paciência (ele aprendeu sozinho e desenha bem), embora deva admitir que, também, aprendi sozinha, sem uso de técnica ou algo do tipo. Na verdade, fui vendo, com o decorrer do tempo, que de todos os irmãos que tenho, ele é o que mais se parece comigo ou é o que mais influencio! Seu interesse pela musica, pela arte, pela leitura seguem as minhas mesmas linhas, ao menos de inicio, o que já ótimo, pois assim consigo passar um direcionamento para que depois ele opte entre o que acha melhor para si e jogue fora as inutilidades.

Agora que sou mais paciente, tento de alguma forma, corrigir a minha “selvageria” de anos atrás. Deixando ele mais tempo no computador, conversando sobre besteira, levando-o ao cinema, dando aquele trocadinho de vez enquanto. Mas nada disso faço com sacrifício, faço por interesse próprio. Fico bem se estou com ele. Passar algum ou todo o tempo ao seu lado me deixa feliz.

Em geral somos desligados, calmos, pacientes, confidentes, parceiros, ingênuos, ansiosos e confusos, então, amá-lo como irmão (o mais semelhante a mim) é muito fácil. Amor por naturalidade e, talvez, eu tenha descoberto isso assim que o vi pela primeira vez, só que ainda não enxergava. Sinto orgulho e alivio toda vez que ele pega mais um livro emprestado para ler. Orgulho de ele ser um menino bom e esperto e alivio por me convencer de que presto como irmã mais velha. Ah, sim! E por tentar dar um pouco mais de “educação convencional” a ele por brigar quando limpa a sua boca utilizando um pano de enxugar louça!

Queria fazer mais por ele. Dar logo o Playstation que tanto deseja ou um skate melhor, porém não é isso que o faz ficar mais próximo de mim. É apenas o seu amor. Aquele singelo e fácil amor entre a irmã mais velha e o mano que a admira e hoje sei que uma coisa é certa: Lucas é melhor que eu quando tinha sua idade. Ele cuida melhor do Pedro (meu irmão por afinidade) do que eu cuidava dele. Nossa! Pensar em tudo isso me causou nostalgia e um aperto, já que não é fácil admitir assim os nossos erros. E olhar para essa foto só me faz sentir saudade e crer que o bom nasce criança para depois o homem se fazer bom!

P.s: NÃO amo menos meus outros irmãos! Apenas fiz um texto especifico para este.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cartas de um Filho ao seu Pai

Quando criança minha mãe dizia que meu pai era um grande soldado e que precisava defender o mundo dos caras maus. Logo, por esse motivo, ele não tinha muito tempo disponível para mim – seu filho de apenas seis anos – porém, me lembro que achei isso um máximo: o meu pai ser um herói! Então, decidi expressar o meu orgulho e admiração. Mesmo não sabendo muito na época o que essas palavras significavam.

A primeira carta:

“Pai, mamãe me contou da sua batalha, que o senhor luta contra caras maus e que por isso não tem tempo para me ver. Ela me explica tudinho e espero ver seu uniforme quando eu for para escola. Ela me disse que um dia o meu papai aparece por lá. Te amo muito”.

Logicamente, a carta possuía bem mais erros gramaticais, porém a essência era essa. Hoje, descobri uma coisa: não importa como você expressa o que sente. O importante é expressar. Não deixar que o tempo leve embora as oportunidades, pois tudo é veloz e imensurável! Porém meu pai não me respondeu a carta e nem foi me ver na escola. De fato, minha doce mãe lhe entregou as doze cartas que fiz no decorrer de um ano. Ela ia ao seu escritório e deixava na mão da secretaria as cartinhas feitas por mim e mais tarde sempre ligava para ele para saber se havia recebido. Ele dizia a ela:

- Respondo depois! – ele nunca respondia...

No meu aniversário de sete anos perguntei a ela o porquê do meu herói não vir a minha festa. Com um pouco de lagrimas nos olhos Alice – minha mãe – me respondeu:
- Uma vida de herói requer muitos sacrifícios e ele está com o coração partido por não poder te ver – creio que Alice teve engolir o resto do choro para não criar alarde. Foi aí que decidi escrever mais uma carta.

A 13º carta:

“Papai, mamãe me disse que o senhor está com o coração partido. Não queria fazer isso com você. Não queria quebrar o seu coração. Espero que no aniversário que vem ele esteja inteiro para me ver. Te amo”.

Continuei enviando cartas por mais três anos. Uma por mês. Até que completei dez anos e percebi que algo não se encaixava. Alice me dizia que ele pagava a pensão e que se preocupava com os meus estudos. Sempre perguntava se tirava boas notas na escola e a resposta era sim. Eu era um aluno aplicado, principalmente, em matemática e língua estrangeira. Sim, não existia mais aquele historia de soldado ocupado em salvar o mundo! Mas sim, um pai ocupado, precisando trabalhar para pagar as contas, então, pensei comigo mesmo: “se eu trabalhar papai vai ter mais tempo”. Logo, decidi cortar a grama dos visinhos; ensinar meus amiguinhos da escola com aulas extras; vender suco na rua, entre outras coisas que não me recordo agora. Por fim, quando achei que tinha dinheiro suficiente para pagar um dia dele ao meu lado escrevi outra carta. Ah, sim! Não contava mais quantas havia escrito.

Outra carta:


“Pai, hoje estou enviando o dinheiro que consegui trabalhando para que o senhor venha passar algum tempo comigo, pois sei que trabalha muito. Te amo”.

Alice levou como sempre a minha carta ao seu escritório, porém diferente das outras vezes, sempre quando voltava, ela não fingiu animo nem um sorriso largo nos lábios para me acalmar, pelo contrario, chorou até que seus olhos inchassem. Neste instante, soube que as minhas cartas não resolviam nada e que eu magoava a minha mãe pedindo a ela que as entregassem. Resolvi não escrever mais. O tempo passou e em um dia qualquer Alice me disse que da ultima vez que ela foi ao seu encontro meu pai havia dito o seguinte:

- Não deixe esse menino trabalhar por motivos banais. Quero que ele se forme e se torne um homem promissor. Não deixo faltar nada a ele, comida, roupa, excelente escola, jogos... tudo! Devolva esse dinheiro a ele e tome mais.

Neste mesmo dia perguntei a ela se ele possuía algum motivo a mais além do trabalho para não me ver. Alice não conseguiu justificar ou falar algo, certamente, nada nesse mundo justificaria isso, então, preferiu o silêncio a ofertar palavras vazias. Com vinte e dois anos estou me formando e indo morar longe daqui. Bem, no inicio eu ia fazer mestrado nos Estados Unidos. Estava tudo certo e minha adorável mãe era só orgulho, mas algo aconteceu. De manhã quando sai para comprar pão não vi que um carro avançou o sinal vermelho e agora, de repente, estou tendo essas lembranças! Vendo minha mãe, meus amigos e meu pai pela primeira vez!Não sei como sei que é ele, apenas sei. Estão todos de preto e suas faces vermelhas pelo choro. Ah! Não queria que eles estivessem assim. Eu estou tão bem! Realizei o meu maior sonho: ver meu pai e receber uma carta sua. Ela dizia:

Carta de uma pai ao seu filho!

“Não mereço seu perdão, mas o peço agora! Você foi e é o melhor filho que um pai poderia ter tido. Estou com o coração partido por você ter ido embora e eu ter falhado com você. Queria poder voltar no tempo e responder a sua primeira carta e todas as outras, mas não posso. Não sei se um dia vou me perdoar! Só queria dizer que sinto orgulho de você. Sua mãe sempre me dizia como você era um garoto bom e estudioso. Hoje sei que nada deveria ter me afastado de você, mas não pensei que fosse ir tão logo, tão cedo. Perdão meu filho, perdão!”

Porém agora tenho que ir! Vejo uma luz bonita me esperando e sinto que as minhas cartas foram válidas, pois sei que expressei o meu amor. A luz é agora e aqui!

O tempo é valioso para se perder bom bobagens e mesquinharias! Com medo e vaidade! Com grosseria e ganância! Com soberda e "desesperança" (...)

Será que Mulher sofre?

Uma vez li um texto que recebi no meu email que dizia por que os homens deveriam pagar a conta. Os motivos eram os seguintes:

- Mulher compra um vestido novo para sair;

- Faz depilação, sobrancelha, unha (pé e mão);

- Compra uma nova calcinha e larga aquela nada sexy, porém confortável para sair;

- Passa o dia sem comer para dar naquele vestido, etc.

Enfim, eram muitos os motivos que justificavam o porquê que o homem deveria pagar a conta. Não é que eu seja adepta dessa “teoria”, pelo contrário, tenho uma mente mais liberal e acho justo que a mulher pague a conta as vezes, porém nunca a do motel! O que gostaria de expor aqui é o quanto a mulher sofre! Com as mais variadas situações. Vida de mulher não é fácil! Abaixo vai uma historinha para entendermos melhor:

Ana Luisa acorda de manhã bem cedo para iniciar sua jornada matinal. A essa altura ela ainda está com aquelas olheiras terríveis por ter ficado até duas da manhã ligada no MSN esperando aquele gatinho aparecer, porque disse que apareceria, mas ele não apareceu! Ana se adianta e liga a chapinha para deixar seus cabelos lisos e comportados, então, vai para a geladeira decidir entre o yogurte light e a vitamina de maçã. Tudo isso para se manter magra. Após ter tomado café ela começa a sessão chapinha quente logo pela manhã e dessa vez não se queima, porque já adquiriu prática. Coloca sua roupa sem pensar duas vezes, pois na madrugada ela teve tempo suficiente para escolher a roupa com que iria trabalhar por ter esperado o gatinho na net. Depois de ter feito toda a sua assepsia e produzido o seu própria make up ela segue para a parada de ônibus! O que? Mas que horror! Por quê ela vai de ônibus para o trabalho se com vinte e quatro anos ela já é formada e concursada? Por que ela ajuda a pagar as contas da casa, da escola do seu irmão mais novo e está economizando para fazer aquela lipo-escultura (sabe se com a reforma gramatical não sei se isso ainda se escreve assim!), continuando, Ana Luisa caminha até a parada com aquele salto quinze de pin-up e saia justa preta cintura alta. Ela neste momento sentiu-se a Angelina Jolie, mas sem aqueles olhos verdes e aquilo tudo de tatuagem, então, decidi fazer aquele charme ao jogar o cabelo para o lado por que vê um deus grego passar em uma Ranger (mesmo sendo peliculado). O seu cabelo voa para o lado e aí... o vento o trás de volta com uma força atroz e o bate contra sua face, pregando seus fios capilares no gloss cor de rosa! Ela fica desorientada e não enxerga uma elevação na rua (Belém não foi feita para mulher andar de salto) e tropeça, mas não! Ela não cai! Só abre uma fenda enorme em sua saia – sabe-se Deus lá como! – e fica na dúvida se volta para casa ou vai direto para o trabalho, entretanto agora ela acha melhor não se atrasar e continua seu caminho. Na parada, esperando o seu “bonde” passa um velho em um carro e para bem ao seu lado, com rosto do “esmigou”, diz:

- Gostei das coxas! – para todo mundo que está ao lado dela ouvir! Mas Ana Luisa é uma garota calma e está decidida que o restante do seu dia será tão promissor quanto foi o inicio da manhã, porque ainda tem a parte que ela apanha o ônibus lotado e chega suando em seu local de serviço, mas isso fica para o próximo texto!

Bem, de fato, nem todas as mulheres passam por esse tipo de situação, pelo menos, não todas elas, nem na mesma ordem que eu descrevi, porém em algum instante alguém deve ter se identificado. Será que mulher sofre? Comentem ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

O livro de Eli

Tanto os que acreditam em Deus como os que não acreditam compartilham da mesma água e do mesmo plano terrestre, mas não compartilham da mesma filosofia e das dúvidas. Brigo todos os dias com Deus, porque imensas são as minha duvidas!

Para quem não crê em Deus o “livro de Eli” é um prato cheio para argumentações/ especulações. Muitos dirão: “está vendo só? A religião só cria intrigas”; “se Deus existe por que ele permite toda essa desordem e desgraça no mundo?”; “a bíblia não é confiável!”. Esse filme me fez pensar essas coisas também. E olha que eu acredito em Deus, como acredito que a esperança é realmente a ultima a morrer, pois se dissesse acredito em Deus como acredito nas árvores (exemplo pratico por ser tangível) que existe nesse mundo muito provavelmente teria que voltar atrás! Porque existirá um tempo que a nossa terra não será mais do jeito que a conhecemos, de certo que não estarei mais viva para ver isso!

Essa historia conta a busca de um homem no meio do deserto por um lugar onde ele possa perpetuar o conteúdo mantido em um livro. Nesse período, ele conhece outro homem que pretende se utilizar do poder investido nesse mesmo livro para dominar as demais pessoas que ainda habitam certa cidade. Ambos sabem o que esse livro uma vez foi capaz de fazer; a influencia que ele exerce sobre a sociedade, então, começa a luta e o derramamento de sangue. Pessoas morrem, outras são humilhas e toda a integridade física e moral que habitava no mundo parece ter se perdido. E apenas esse homem tenta de todas as formas possíveis devolver a paz que já não existe mais, pois a finalidade que ele vê nessa quadrado com capa dura e com folhas amarelas, desgastadas é uma visão que vêem do coração.

O livro é a bíblia e o homem que luta por sua busca incansável chama-se Eli. Imaginei o quanto é doloroso e angustiante andar sem rumo e combatendo pessoas que não possuem mais um discernimento humano. Que se Deus realmente existisse não pediria a um único filho que carregasse toda carga, que não deixaria tantas pessoas que vivem hoje morrer apenas de fome, implorando por um pedaço de pão, já que dizem: “infinita é a sua misericórdia”. Porém o filme trata da fé e da esperança, a de apenas um homem! E percebo que no fim sua satisfação foi única e infinita. E quanto a nós? Que assistimos convenientemente em nossos sofás as mais diversas atrocidades através de uma tela? Ou não precisamos ir longe! Eu mesma não preciso! Se vi com os meus olhos um doente de DST em seu estagio quase terminal. Será o meu piedoso de Deus o culpado de tudo? Se dizem: “ELE está em todos os lugares a todo tempo”. De fato, não crer no Senhor parece ser mais flexível e inteligente às vezes. Assim, a raça humana estaria fadada ao seu próprio caos e soberba. Porém, minhas dúvidas não terminam aqui e nem nas religiões e dogmas!

Dizem que se caso não houvesse nenhuma religião Deus seria apenas um fruto das mentes criativas e interesseiras que habitaram logo os primeiros anos de uma raça mais racional, entretanto que bom que existiram as mentes criativas e que ruim que muitas delas quiseram matar por interesse egoísta. As mentes criativas surgiram para um condão de dar as pessoas no que elas podem acreditar ou não, pois pensem: se nunca tivesse existido nenhuma religião e logo Deus não existisse. No que os que não crêem em Deus não iriam crer? Ou debater ou mitigar? Na sua descrença e teoria! De onde surgiriam?

A mim foi dada essa oportunidade e se digo hoje que acredito em Deus não é por religião e sim pela fé e esperança. A mim também foi dada a sabedoria de respeitar a visão dos que não enxergam igual, pois a diferença é o que nos faz mais humanos! E sob esse prisma ( de acreditar em Deus), digo: não há diferença entre nós, não somos piores ou melhores do que ninguém. Se você se corta e sangra, também, sangrarei. Se você nasceu e um dia estará a dez palmos do chão, um dia, também, estarei. Não é por que se crê ou não que as coisas serão diferentes, pois hoje sei: “infinita é a sua misericórdia”.
Tentei expor minha visão com respeito, mas estou adepta a ouvir controvérsias ;) abraços!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O relógio do Tempo

Tic tac corre sem pensar Tic tac corre sem parar Tic tac você não tem o controlo Tic Tac do que acontecerá!

Enquanto muitos pensam em coisas tais como: dinheiro, sexo, esporte, drogas, comida, estética, carros e assim por diante; passo a maior parte do meu tempo pensando no tempo, curioso não? Poise, talvez seja algo que ainda precise ser desmitificado, mas enquanto isso não acontece creio que seja necessário dizer/escrever o que o tempo tem feito a respeito!

Mas a respeito de que? De mim ou da sociedade?

A resposta é de ambos! Já que metade do que somos realmente se mistura com metade do que as outras pessoas são. Somos uma infinidade de pontos misturada em uma massa grudada e isso é inevitável e indubitável! Se algum dia algo tiver que acontecer vai acontecer. É, eu realmente acreditava mais em livre opções ou livre arbítrio como dizem por ai. Porém, o tempo tem me mostrado grandes verdades e ele não é bondoso ao fazê-las. Isso ocorre com muitas pessoas, como as que nascem tão pobres que não tem o que comer, as que nascem enfermas, as que nascem em um cenário caótico e de dor. Essas pessoas estão famintas de compaixão e o tempo ainda tem me mostrado que grande porcentagem das pessoas não se importa com isso, porém isso já era verdade antes mesmo que eu existisse.

E como esse tempo influencia cada pessoa e como a proporção é dividida? Se para cada atitude que temos uma equação final será apresentada no futuro mais próximo ou mais distante. Não é justo não podermos calcular esse problema!

Um dia sai de casa sem vontade, mas o fiz para ajudar uma amiga a sair com uma pessoa. Nesse local reconheci alguém, que havia visto nesses sites na net. Já fazia mas ou menos um ano que conhecia esse alguém dessa forma, virtualmente. Nesse dia tive certeza. Existe uma conexão! Mais tarde nos falamos e passamos algum tempo juntos, porém o tipo de ligação que pensei existir não era real e ele se apaixonou por outro alguém. Na verdade, eu fui o elo de ligação entres os dois! O tempo me fez refletir sobre isso e pensar onde errei, entretanto não há erro. Quando uma coisa tem que acontecer ela acontece! É mais simples e racional do que nos podemos imaginar. É mais seco e frio e entre essas meias verdades continuo me fortalecendo. Vendo que o tempo é ainda mais cruel com outras pessoas e que o meu relógio pode até estar desajustado e atrasado com o de alguns que caminham por aí, mas que ele ainda me dá oportunidade de revidar, de ganhar mais um dia, de perseguir os meus objetivos.

O relógio do tempo é complexo, incompreensível e insano, porém acima de tudo é inevitável!

quarta-feira, 10 de março de 2010

As versões serão melhores?

Que atire a primeira pedra quem não gosta de música!!!

Alguém atirou?

Creio que não! Ainda estou para conhecer a pessoa que vai virar e dizer: “não gosto de música”.

Música é realmente algo sobrenatural. Ela está em todos os cantos: comercias, novelas, series, filmes e, principalmente, como trilha sonora de nossas vidas. Existe uma em particular que gosto bastante e chama-se ne me quitte pás da Maisa (e devo dizer que amei a versão que a Maria Gadú canta. Ah! Sim, meu texto trata-se justamente disso! De versões!), pois bem, fora essa que não ficou “tão” diferente da original gostaria de enfatizar outras músicas que ganharam versões e ficaram bem interessantes.

Então, logo de cara vou citar o rei das versões, Adam Lambert. Acho que a maioria das pessoas não conhece o que esse cara é capaz de fazer. Tendo vindo de um programa de talentos originário dos USA, ele pega uma música mas ou menos ou que já era muito boa e a transforma com a sua voz incomparável. Se alguém ainda estiver com dúvidas vejam esse vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=QveAv4dNes0

E assistem o antigo para fazerem comparações. Um detalhe em particular, não achava que ele fosse fazer sucesso, devido a sua “roupagem”antiga, porém agora tenho absoluta certeza que ele vai ganhar o mundo. Fiquei encantada com o seu novo single, Whatya want from me. Ele está diferente e extremamente talentoso!
Outra versão da qual gostei foi da música chiclete Poker Face da Lady Gaga. Na sua roupagem rock e fiquei meio tentada a dizer se a versão não tivera ficado melhor, talvez seja por que eu goste de rock, porém não criticaria essa cantora que além de ter uma excelente voz, compõe suas músicas, toca piano e tem uma proposta diversificada das demais cantoras. Também vai o link da vídeo com a versão e outro da música Umbrella da Rihanna que além de ter ficado bem legal, ficou extremamente cômico!

http://www.youtube.com/watch?v=RlwBZu916qI
http://www.youtube.com/watch?v=TvC6VS4Np4U

Se as versões são melhores ou não eu não sei! Mas de fato não é nada atraente desmerecer quem as compôs e as trouxe para o mundo real, dando a todos a oportunidade de ouvir boa e até má música. O bom é que temos a oportunidade de escolher entre tantas opções até as versões!
Ahhhh .... não poderia esquecer de outra música que ficou diferente e interessante em outra versão. Kris Allen canta Heartless lindamente. Ouçam a original de Kanye West e enjoy =)

terça-feira, 9 de março de 2010

Por 2 x Na minha Vida!

Desde que me entendo por gente tento trilhar um caminho correto! Eu disse tento, efetivamente, eu mais erro que acerto...

E me pergunto se poderia ser melhor. Eu, como pessoa! E seria isso que se denominaria de crise existencial? Creio que não, pois sei o que quero para mim e principalmente sei quem sou. Sim, eu sou o centro do meu universo, embora deva admitir que esse universo fique escuro de mais às vezes e eu de alguns passos a mais ou a menos por onde eu não sabia!

Se tenho uma visão romântica do mundo e espero algo maior de mim e das pessoas, talvez, devesse mudar, mas isso me mataria e morrer agora não faz parte dos meus planos(...)

Por duas vezes na minha vida ofendi duas pessoas de que gosto, mesmo elas me dando motivos para não gostar, mas gostei por naturalidade, assim como precisamos respirar! Por duas vezes foi com palavras e por duas vezes isso me machucou por dentro! Provavelmente, ninguém entende os meus motivos, mas basta que eu entenda!
Uma coisa é certa, todos, absolutamente, todos, tentam se defender de algo que não lhes faz bem, não por ser ruim por completo, pelo contrario, no meu caso, eu peco por excesso de amor!

Um amigo meu me disse (Tony):

- pow Lorena, você só gosta de caras errados!
- ninguém escolhe isso – disse a ele.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma prévia de Angelique e Samantha:

Ao que me parece, grandes histórias de amor necessitam de um tempero essencial e não me refiro a algo bom e gostoso, obviamente, todo o inicio é bom ou quase sempre! Como um relacionamento que já começa sendo proibido, pelo menos aos olhos da sociedade. Refiro-me sim ao tempero das discussões, intrigas, ciúmes, traições, pois parece que as pessoas estão determinadas a gostarem daquilo que não é convencional, permitido ou sadio! E mais ainda (...) as pessoas gostam de ver/ler o sofrimento alheio prosseguido de um final feliz ou de uma mensagem de vida, inteiramente, impactante! E eu como uma escritora que me faço ou almejo ser estou me propondo a impactar e emocionar com o meu segundo “livro” – ponho entre parênteses para chamar atenção, já que infelizmente não sei se vou conseguir publicá-lo – mas isso é outra história!

Minha próxima tentativa de passar algo que de certa forma vejo e sinto envolve um amor não convencional. A paixão envolvente e intrigante entre Angelique (de origem francesa) e Samantha (uma jovem fotografa), que além de serem mal vistas pela sociedade devido a sua opção sexual, também, são alvo de criticas quando umas delas começa a transparecer a sua dependência por drogas e como se tudo isso não bastasse, o rumo do romance delas muda bruscamente quando um novo personagem entra na história! A baixo vai um trecho do prefacio! Espero que gostem:

- O meu único vício era o beijo dela – respondi a pergunta encostada na parede, aparentemente, limpa. O assistente social me perguntara se eu compartilhava da dependência de drogas com Angelique. Ele não tirava os olhos de mim. Sua pele era tão negra quanto os seus olhos; e sua voz era tão calma quanto a de uma criança. Eu, por vez, não tirava meu campo de visão de minhas mãos, mantendo minha costa relaxada na parede e meus cabelos compridos cobrindo quase que por completo o meu rosto.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Series Americanas

Bem, hoje escolhi falar sobre um tema que deve interessar a poucos: os seriados americanos!

Isso mesmo! Não é sobre novela, futebol (embora até eu goste), ou religião (tema que sempre levanta opiniões, até para quem não acredita em Deus). E por que eu – uma jovem paraense, perdida no calor sufocante – escolheu falar sobre seriados americanos? Não, não é por que dou mais valor a uma cultura diferente da minha (apesar de gostar TAMBÉM da americana), é pelo simples fato de que seriados são agradáveis, simples assim. Mas me deixem explicar melhor.

Começando pelas novelas – o grande entreterimento brasileiro – passam todos os dias, durante meses a fio, até ai tudo bem, fora o fato de ficar maçante! Então, surge o tema central e mais ainda o lugar central e a pessoa central (...) será que apenas eu notei que as novelas aparentam ter só um lugar onde as personagens se encontram? E que o foco do tema fica carregado, unicamente, em uma pessoa? Ta, eu sei o que significa protagonista, mas convenhamos! Enfim, surge também todo aquele melodrama patético e super carregado que acaba por apagar alguns momentos bons das novelas, porém por que os roteiristas, escritores não deixam toda essa ultra-mega-super tristeza da vida para os filmes? Inclusive, gosto bastante dos nossos filmes nacionais. É um setor que está ganhando cada vez mais espaço no mercado nacional/ internacional, obviamente, precisando amadurecer muito ainda. Continuando sobre as novelas, depois de toda obvia história exibida ao longo de meses, chega-se ao fim, também, obvio. Até tenta-se criar alguma expectativa, entretanto ainda não consegui ficar nem um pouco surpresa com o final de alguma novela! Alguém ai conseguiu?

Agora sobre as series =). Tentei evitar esse rostinho, mas não consegui! De fato as series são tão longas quanto as novelas, porém os mesmos são divididos em temporadas o que não deixa o público cansado, muito pelo contrário, cria-se um expectativa, a curiosidade do que vai acontecer em seguida. Friso, então, que existe serie para nós, como existe roupa nas lojas – você escolhe o seu tipo, o que vai te servir melhor – não somos “obrigados” a assistir algo que não nos agrade. Series com diversos temas e que se desenvolvem com inteligência, humor, e expectativa. Será que só eu me agrado com isso? Recomendo duas séries, dentre outras que vocês podem escolher, supernatural e Dr house. Ambas são inteligentes e divertidas, envolvendo assuntos diferentes. É só escolher (...) essa liberdade não é boa? Libertem-se!!!

A meu ver, o único defeito das series americanas é que elas são tão boas que não tem como não se viciar, é viciante! Bem, quem quiser debater e me apresentar argumentos que me façam mudar de idéia estamos aqui para isso. Abraços!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O brilho Eterno de uma mente Sem lembranças

Assisti a esse filme duas vezes. Uma quando tinha dezesseis e outra com vinte e dois. Parecia ser diferente quando o vi pela segunda vez ou teria sido eu que tivera mudado?

Com dezesseis anos lembro-me de estar sentada no sofá da casa de um amigo. Seu nome é Angelo. Creio que tinha mais pessoas lá, porém não me recordo agora. É engraçado como certas coisas esquecemos tão fácil, enquanto outras não apagamos nunca! Lembro de não saber que a atriz que interpretava a moçinha era a Kate whislet, mas que achava seu cabelo lindo e sua forma de falar e se vestir, totalmente, estranha. E Jim Carrey? Era um dos primeiros filmes que havia assistido com ele. O longa chamou minha atenção. Disso não posso duvidar, entretanto ainda não entendia o que exatamente ele queria dizer. Com dezesseis anos poucos já almejam esquecer-se de algo como desejam por um sopro de respiração!

Quem nunca quis “deletar” da cabeça um dia desastroso, uma imagem amarga, uma raiva gigantesca? É, acho que todos nós, pelo menos, em algum dia de nossas vidas desejamos poder esquecer-se de algo que não nós agradou! Mas, e um amor? Quem iria poder querer apagar lembranças de um amor? Esquecer-se da pessoa que te aqueceu em noites frias; de alguém que te deu aquela palavra de motivação; de quem fez o seu café e preparou aquele sanduiche; alguém que gosta das mesmas musicas que você e que por mais que não goste aprendeu a gostar; de alguém que se contentava em apenas te acarinhar; de quem gostaria poder realizar seus sonhos em realidade; alguém que somente queria ser amado (a) por você! Às vezes podemos querer esquecer por um amor não correspondido ou por medo de amar ainda mais....

...o filme tratava disso! Do amor, da dor, do medo, da covardia, da mentira, etc (...) mas, no fim, quando o rapaz percebeu que estava esquecendo, ele notou que não podia esquecê-la – redundante, porém genial – pelo simples fato de que se esquecesse esqueceria que um dia amou e que apenas com ela provou certos sentimentos, pois você pode sentir amor, paixão, angustia, ciúme por mais de uma pessoa, porém nunca da mesma forma que cada ser pode causar em cada um! Por isso somos seres tão estranhos e tão soberbos! Ainda bem que realmente não existe aquela maquina, pois muitos iriam querer usá-la, inclusive eu!

Porém não se esqueça, pois lembrar é necessário...