Os momentos destroem e revigoram. Alguns desejei não ir embora.
Por mais tarde que fosse, quis essa demora.
Permeti alguns surtos entre nós dois. Mas tudo se foi.
Tentei não querer tanto um abraço teu. Teus braços em volto do meu.
Queria te sufocar por mais um minuto tênue, não, mas que mentira!
Queria esbravejar por que não me agarraraste. Não me levaste contigo!
Queria que ainda que mentirosos os teus olhares, fossem verdade.
Queria sentir teu cheiro, por mais distante que estivesse de mim.
Mas tudo se foi...
Aquele momento entre a imensidão e todas as palavras passam a nossa frente.
E calam-se os fracos, talvez, convinientes!
Os segundos fugiram apressados. Fugiram impacientemente.
E tudo aquilo que quis por para fora, ficou preso aqui
No escuro, foi apenas um murmuro!
Entre nós dois petreficou só a memória... E tudo se foi.
Tudo que quis te dizer apagou-se no sereno da aurora,
Escorregou na enseada do mar,
Dançou para outros compasos dançar...
Fica preso na minha língua: o amor que quis te dar, porque falar não poderia ser dito
Não haveria palavras!
Fica preso na minha língua: o segundo que quis te dar, todos virando horas, dias, meses, anos
Até quando o tempo achar.
Fica preso na minha língua: o teu doce sabor, que um dia se apagará!
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