Uma vez me perguntaram se eu nunca havia sido assaltada, respondi que não, mas isso já faz um tempinho! Aí, a pessoa que me fez essa pergunta disse:
- Te acalma que um dia a tua hora vai chegar – então eu pensei:
“Vai rogar praga para outro! Eu heim!”.
Acontece que esse alguém não estava me rogando praga ou algo parecido. Apenas estava constatando um fato. Atualmente, o índice de criminalidade é tão alto que temos que apelar para todos os santos para voltarmos vivos para casa. Exageros a parte? Que nada! Estou sendo verdadeira e concreta, porque exemplos não me faltam!
Tenho um amigo que não morreu por pouco e isso só por que ele reconheceu um dos assaltantes. Ralado – o apelido dele é este – dirigia “tranquilamente” pelas ruas de Belém, quando foi abordado por um grupo de bandidos. Eles, armados, entraram em seu veículo e rapidamente “começaram a limpeza”. Porém, o espertinho do Ralado foi cair na besteira de dizer para um dos “colegas” que o conhecia de tal lugar. A partir daí vocês já sabem. O tal colega meteu uma bala em sua coxa, próxima a uma veia vital. Por pouco ele não se tornou mais uma vitima trágica da covardia e brutalidade que ronda nossa cidade.
O meu caso não foi “tão” grave assim! Eu apenas fui assaltada duas vezes em menos de uma semana. Apenas isso (...) Como aconteceu ou o que me levaram nem cabe comentar, já que chorar o leite derramado não ajuda em nada. Ficar se remoendo e alimentando sentimento de ódio chega a ser prejudicial apenas para quem foi paciente do delito, pois esses “infratores” não alimentam outro sentimento que não o da REVOLTA. Eles pouco se importam se vão nos matar ou não, se estão nos humilhando ou não, se aquele dinheiro que temos na bolsa é o único que nos resta para voltar para casa. Exageros a parte? Que nada! Daqui a pouco vamos ter que pedir autorização para sair na rua.
Não existe mais HORA SEGURA, LUGAR SEGURO; o perigo nos ronda a qualquer hora e em qualquer lugar. E a policia? Onde está ou estava quando se precisa/precisava dela? A verdade, é que não podemos contar além da capacidade de sua inércia e com muita boa vontade para fazer um b.o! E aguardar que o colega bandido se livre dos seus documentos para que VOCÊ – bom cidadão – não perca um dia inteiro sentado com a sua bunda em uma policia civil ou no lugar onde terá que tirar a sua segunda via daquilo que te pertencia. Já que de célere os órgãos públicos não tem nada!
Então, quem está errado? O governo que não investe em segurança (já que está ocupado de mais desviando verba), o colega bandido que não cria vergonha na cara para procurar um sustento digno (mas aí começa a ladainha que ele não teve oportunidade) ou nós? Que confiamos em um dia melhor? Isso tudo é uma bola de neve, todo esse ciclo vicioso (...)
sexta-feira, 26 de março de 2010
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