Tanto os que acreditam em Deus como os que não acreditam compartilham da mesma água e do mesmo plano terrestre, mas não compartilham da mesma filosofia e das dúvidas. Brigo todos os dias com Deus, porque imensas são as minha duvidas!
Para quem não crê em Deus o “livro de Eli” é um prato cheio para argumentações/ especulações. Muitos dirão: “está vendo só? A religião só cria intrigas”; “se Deus existe por que ele permite toda essa desordem e desgraça no mundo?”; “a bíblia não é confiável!”. Esse filme me fez pensar essas coisas também. E olha que eu acredito em Deus, como acredito que a esperança é realmente a ultima a morrer, pois se dissesse acredito em Deus como acredito nas árvores (exemplo pratico por ser tangível) que existe nesse mundo muito provavelmente teria que voltar atrás! Porque existirá um tempo que a nossa terra não será mais do jeito que a conhecemos, de certo que não estarei mais viva para ver isso!
Essa historia conta a busca de um homem no meio do deserto por um lugar onde ele possa perpetuar o conteúdo mantido em um livro. Nesse período, ele conhece outro homem que pretende se utilizar do poder investido nesse mesmo livro para dominar as demais pessoas que ainda habitam certa cidade. Ambos sabem o que esse livro uma vez foi capaz de fazer; a influencia que ele exerce sobre a sociedade, então, começa a luta e o derramamento de sangue. Pessoas morrem, outras são humilhas e toda a integridade física e moral que habitava no mundo parece ter se perdido. E apenas esse homem tenta de todas as formas possíveis devolver a paz que já não existe mais, pois a finalidade que ele vê nessa quadrado com capa dura e com folhas amarelas, desgastadas é uma visão que vêem do coração.
O livro é a bíblia e o homem que luta por sua busca incansável chama-se Eli. Imaginei o quanto é doloroso e angustiante andar sem rumo e combatendo pessoas que não possuem mais um discernimento humano. Que se Deus realmente existisse não pediria a um único filho que carregasse toda carga, que não deixaria tantas pessoas que vivem hoje morrer apenas de fome, implorando por um pedaço de pão, já que dizem: “infinita é a sua misericórdia”. Porém o filme trata da fé e da esperança, a de apenas um homem! E percebo que no fim sua satisfação foi única e infinita. E quanto a nós? Que assistimos convenientemente em nossos sofás as mais diversas atrocidades através de uma tela? Ou não precisamos ir longe! Eu mesma não preciso! Se vi com os meus olhos um doente de DST em seu estagio quase terminal. Será o meu piedoso de Deus o culpado de tudo? Se dizem: “ELE está em todos os lugares a todo tempo”. De fato, não crer no Senhor parece ser mais flexível e inteligente às vezes. Assim, a raça humana estaria fadada ao seu próprio caos e soberba. Porém, minhas dúvidas não terminam aqui e nem nas religiões e dogmas!
Dizem que se caso não houvesse nenhuma religião Deus seria apenas um fruto das mentes criativas e interesseiras que habitaram logo os primeiros anos de uma raça mais racional, entretanto que bom que existiram as mentes criativas e que ruim que muitas delas quiseram matar por interesse egoísta. As mentes criativas surgiram para um condão de dar as pessoas no que elas podem acreditar ou não, pois pensem: se nunca tivesse existido nenhuma religião e logo Deus não existisse. No que os que não crêem em Deus não iriam crer? Ou debater ou mitigar? Na sua descrença e teoria! De onde surgiriam?
A mim foi dada essa oportunidade e se digo hoje que acredito em Deus não é por religião e sim pela fé e esperança. A mim também foi dada a sabedoria de respeitar a visão dos que não enxergam igual, pois a diferença é o que nos faz mais humanos! E sob esse prisma ( de acreditar em Deus), digo: não há diferença entre nós, não somos piores ou melhores do que ninguém. Se você se corta e sangra, também, sangrarei. Se você nasceu e um dia estará a dez palmos do chão, um dia, também, estarei. Não é por que se crê ou não que as coisas serão diferentes, pois hoje sei: “infinita é a sua misericórdia”.
Tentei expor minha visão com respeito, mas estou adepta a ouvir controvérsias ;) abraços!
terça-feira, 16 de março de 2010
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