Assisti a esse filme duas vezes. Uma quando tinha dezesseis e outra com vinte e dois. Parecia ser diferente quando o vi pela segunda vez ou teria sido eu que tivera mudado?
Com dezesseis anos lembro-me de estar sentada no sofá da casa de um amigo. Seu nome é Angelo. Creio que tinha mais pessoas lá, porém não me recordo agora. É engraçado como certas coisas esquecemos tão fácil, enquanto outras não apagamos nunca! Lembro de não saber que a atriz que interpretava a moçinha era a Kate whislet, mas que achava seu cabelo lindo e sua forma de falar e se vestir, totalmente, estranha. E Jim Carrey? Era um dos primeiros filmes que havia assistido com ele. O longa chamou minha atenção. Disso não posso duvidar, entretanto ainda não entendia o que exatamente ele queria dizer. Com dezesseis anos poucos já almejam esquecer-se de algo como desejam por um sopro de respiração!
Quem nunca quis “deletar” da cabeça um dia desastroso, uma imagem amarga, uma raiva gigantesca? É, acho que todos nós, pelo menos, em algum dia de nossas vidas desejamos poder esquecer-se de algo que não nós agradou! Mas, e um amor? Quem iria poder querer apagar lembranças de um amor? Esquecer-se da pessoa que te aqueceu em noites frias; de alguém que te deu aquela palavra de motivação; de quem fez o seu café e preparou aquele sanduiche; alguém que gosta das mesmas musicas que você e que por mais que não goste aprendeu a gostar; de alguém que se contentava em apenas te acarinhar; de quem gostaria poder realizar seus sonhos em realidade; alguém que somente queria ser amado (a) por você! Às vezes podemos querer esquecer por um amor não correspondido ou por medo de amar ainda mais....
...o filme tratava disso! Do amor, da dor, do medo, da covardia, da mentira, etc (...) mas, no fim, quando o rapaz percebeu que estava esquecendo, ele notou que não podia esquecê-la – redundante, porém genial – pelo simples fato de que se esquecesse esqueceria que um dia amou e que apenas com ela provou certos sentimentos, pois você pode sentir amor, paixão, angustia, ciúme por mais de uma pessoa, porém nunca da mesma forma que cada ser pode causar em cada um! Por isso somos seres tão estranhos e tão soberbos! Ainda bem que realmente não existe aquela maquina, pois muitos iriam querer usá-la, inclusive eu!
Porém não se esqueça, pois lembrar é necessário...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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Quem diria: http://livromecanico.blogspot.com/2010/02/planos-eternos-de-uma-mente-sem.html
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