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Morena

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domingo, 16 de maio de 2010

As mais Diversas inquientações


Um Texto diferente: poesia livre...

Andei me perguntando se todas as vidas nascem para serem felizes
Se cada boca faminta cresceu para ser alimentada
Se cada batida de coração de um filho teu bateu para ser escutado
Pode ser um devaneio meu ou desentendimento seu
O porquê de tantas perguntas
Se no progresso do dia todos viam vida... Alguém via verdade
Abasteço-me em nutrir talvez uma ilusão
Porém, não esqueço, contudo, da realidade...

Andei me perguntado se todos os membros dos nossos corpos foram feitos para serem usados
Se o gesto de uma mão ao dedilhar um violão não quer falar uma história inteira
Uma, talvez duas, fábulas para ninar uma roda inteira de uma tremenda agitação
Pode ser um egoísmo meu ou egocentrismo seu
O porquê de tanta imaginação...

Andei me perguntando se cada alma nasceu para ser banhada de sentimentos altruísticos
Se os lábios arqueados foram feitos para proferirem lindos sorrisos
E que se os olhos choram as lágrimas são as culpadas
De não existir uma palavra, nesse mundo, que explique, o que os meus dedos querem escrever
Sim eu sei, não é só meu, nem só seu: as mais diversas inquietações

Quando essa mão quer alcançar e o ar afaga
Quando esse braço quer abraçar e o nada acaba
Quando esses olhos querem ver e a brasa apaga
Quando estas pernas querem fugir e o chão deságua
Não seja perpétuo esse seu dilema, pois perene é o meu!

Só que andei me perguntando se cada vida nasceu para ser amada...
Pode ser ansiedade minha ou uma causalidade sua
Você não entender o meu “eu”
Bem pensando quem pensou que as nuvens são macias para carregarem os dissabores meus...